Vela

Equipar a baleeira com vela é um sonho cada vez mais recorrente entre os amantes da embarcação em Florianópolis. Nas entrevistas realizadas por esta equipe, diversos manifestaram o desejo de poder navegar na baleeira ao sabor do vento, sem o barulho do motor. 

Seria o resgate de uma tradição que se perdeu a partir da década de 1950, com a popularização dos motores. É preciso reaprender um saber fazer que se perdeu com o tempo. “Hoje os pescadores não sabem mais velejar na baleeira. A vela se tornou algo elitizado, quando antes era popular”, lamenta José Olímpio da Silva Junior, biólogo e dono da Lontra, no Sambaqui

José Olímpio se preparou para velejar com a Lontra. Em suas pesquisas ele identificou alguns tipos de velas que podem servir para a baleeira. A vela de espicha, menor, permite navegar com tripulação de uma ou duas pessoas. Já uma vela do tipo latina, que é maior, exige uma tripulação de pelo menos quatro membros. 

A questão é que a baleeira não conta com a bolina, que é uma quilha expandida em direção ao fundo do mar, que garante o contrapeso necessário para os veleiros não adernarem com a força do vento. Como a baleeira não tem esse equipamento, o contrapeso será exercido pelo peso corporal dos próprios tripulantes. No caso de ventos muito fortes, pode até ser necessário baixar uma vela latina para evitar acidentes. 



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