Esporte e recreio

Esporte e recreio

Paulatinamente a baleeira vem perdendo espaço entre os pescadores da Ilha de Santa Catarina, que revelaram em suas entrevistas o desejo de trocá-las por um bote ou outro tipo de embarcação. Apesar das vantagens que oferece, a baleeira tem manutenção cara e difícil, o que muitas vezes é um entrave para quem tira seu sustento do mar. 

Para o biólogo e amante das baleeiras, José Olímpio da Silva Junior, os Açores oferecem uma boa inspiração para a solução deste dilema. “Lá as baleeiras foram salvas por iniciativas de esporte e recreio, foram criados clubes de manutenção das baleeiras para fazer regatas de vela e de remo”, conta. Aqui, estes clubes serviriam para resgatar a memória e a técnica de uso da vela na baleeira e demonstrar como ela é boa para velejar, calcula José. 

O poder público também aderiu à causa nos Açores. Em um movimento de incentivo, o governo transformou a embarcação em patrimônio histórico.

“Aqui a gente precisaria de iniciativas semelhantes, porque a tendência é que ela seja substituída pelos botes, que são mais versáteis. Apesar de serem menos bons navegadores, são mais robustos, mais fáceis de construir e mais baratos para manutenção”.

Em Florianópolis, nossa equipe de reportagem encontrou diversas pessoas que mantêm a baleeira somente pelo aspecto saudosista e fazem sua parte para manter viva essa tradição. 



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